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13 de out. de 2010

Exposição no MoMA mostra que arquitetura pode melhorar a vida das pessoas



Para uma boa parte do público brasileiro, arquitetura é considerada um artigo de luxo, algo que apenas os muito ricos ou as grandes corporações têm capacidade de pagar para construir casas cinematográficas e edifícios impressionantes. Essa enorme fatia da população, da qual fazem parte todos os extratos sociais, ficaria muito surpresa com a exposição atualmente em cartaz no MoMA, Museu de Arte Moderna de Nova York, que explora outra função dos arquitetos: melhorar a vida das pessoas.

"Pequena Escala, Grande Mudança" ("Small Scale, Big Change"), abriu no domingo, dia 3 de outubro, e vai permanecer no MoMA até 3 de janeiro de 2011. A mostra reúne 11 projetos construídos ou em construção em nove países, cujos autores, nenhum deles famoso, conseguiram, com pragmatismo e pelo entendimento das circunstâncias locais, produzir trabalhos que atendem às necessidades da população, sem abrir mão do bom design.

Entre os projetos apresentados está o estudo urbano da região de Manguinhos, no Rio de Janeiro, encomendado pela prefeitura da cidade a Jorge Mario Jáuregui em 2005. Resultou desse trabalho o plano de elevação de uma linha ferroviária adjacente à avenida principal do bairro para criação de um parque. Ao erguer a ferrovia, a proposta é remover um obstáculo que separava – ainda que psicologicamente – Manguinhos do restante da cidade, além de criar um espaço público de lazer com percursos para caminhadas, ciclovia, quadras esportivas. O projeto está em execução.

Bom design, com baixo orçamento

Na antiga cidade de Tiro, no Líbano, empobrecida por conflitos e uma fraca economia, o arquiteto Hashim Sarkis implantou um moderno conjunto habitacional composto de nove blocos para uma cooperativa de pescadores, no qual aplicou não apenas conceitos arquitetônicos, mas também de paisagismo e de planejamento urbano. O projeto, ambicioso, mas de baixo orçamento, foi iniciativa dos próprios pescadores, com a colaboração da Igreja Ortodoxa Grega e de uma ONG.

Alguns dos trabalhos empregaram técnicas construtivas locais e mão-de-obra dos próprios habitantes. A bela escola Meti, de Anna Heringer e Eike Roswag, em Bangladesh, foi feita com terra, como muitas das construções locais, à qual os arquitetos acrescentaram argila, areia e palha para melhorar a durabilidade.

A abordagem prática das obras, sua execução facilitada pelo emprego de sistemas e materiais locais e o respeito às características culturais das comunidades são comuns aos 11 trabalhos da mostra do MoMA. Os curadores, Andres Lepik e Margot Weller, do departamento de arquitetura do museu, escolheram projetos que tiveram um impacto duradouro nas comunidades em que foram implantados. Eles buscaram obras que explorem possibilidades da arquitetura em uma nova situação, pós-crise financeira e habitacional. Uma boa abordagem num mundo em que mais da metade da população já vive em cidades que crescem desorganizadamente.

Mostra: "Small Scale, Big Change: New Architectures of Social Engagement" - “Pequena Escala, Grande Mudança: As Novas Arquiteturas do Engajamento Social”

Data: 03/10/2010 a 03/01/2011

Local: Museum of Modern Art - MoMA

Enderço: 11 West 53 Street - Nova York - EUA



Mais informações: Site MoMA

23 de ago. de 2010

2º Seminário Internacional de Gestão Cultural


Seminário debaterá sobre espaços culturais e será dia 5 e 8 de outubro.

Ao realizar um seminário temático para debater e, principalmente, para refletir sobre o que são e para onde vão os espaços culturais contemporâneos, a DUO Informação e Cultura busca promover um espaço de pensamento no qual possam se encontrar todos aqueles que tenham o interesse em aprofundar a reflexão sobre os espaços culturais na atualidade – em todas as suas vertentes e formatos.

Participarão do seminário Fernando Maculan, Stéphane Huchet, Natacha Rena e outros.

Inscrições e mais informações:

23 de mai. de 2010

"Papo" sobre design urbano líquido no Oi Cabeça

A partir da questão: "como potencializar formas de auto-organização nas grandes cidades?", o arquiteto Marcelo Maia discutiu sobre o design urbano na sociedade contemporânea e apresentou alternativas desenvolvidas pelo MIT ( Massachusetts Institute of Technology) para adequar o sistema de transporte ao usuário.

1. Green Whell: sensores aclopados às bicicletas que fazem um mapeamento dos trajetos, registrando níveis de poluição do ar, sonora, qualidade da superfície.

2. The Connected Bus: sistema de transporte público que agencia o usuário, organizando os trajetos de acordo com as agendas dos usuários que acionarem o sistema. As rotas são definidas em tempo real. Quando o usuário sai do transporte público, é automaticamente desligado para garantir sua privacidade. Além disso, é possível lanchar nos ônibus e até combinar de encontrar com amigos. O sistema está em teste e sua implantação está prevista para 2013 em São Francisco (EUA) e 2018 em Amsterdam (Holanda).

23 de mar. de 2010

Audiência Pública sobre a "Praia da Estação"

Eventos de qualquer natureza estão proibidos na Praça desde 01/01 deste ano, por meio de decreto editado pelo prefeito Márcio Lacerda. De acordo com a medida publicada, a PBH julga que os eventos que ocorrem na praça colocam em risco a segurança pública pela dificuldade de limitar a concentração de participantes e também pela depredação do patrimônio público.

Desde 16/01, sempre aos sábados, centenas de pessoas usando roupa de banho participam da manifestação "Praia da Estação", contra o decreto da Prefeitura.

A audiência pública para discutir a utilização da Praça da Estação será na Câmara Municipal de BH na próxima quarta-feira, dia 24, às 13:30.

Mais informações sobre a Praia da Estação: http://pracalivrebh.wordpress.com/

Habitação para o habitante

Após perceber a falta de qualidade e a ausência da participação dos moradores no processo de projeto da habitação de interesse social no Brasil, uma proposta no Chile, do arquiteto Alejandro Aravena (Elemental), mostra que existem soluções mais inteligentes, no qual o problema da habitação deixa de ser visto como um gasto e começar a funcionar como um investimento social.


O projeto está incluído no programa Habitação Social Dinâmica sem Dívida, com um subsídio de US$ 7,500.00 por família para financiar a compra do terreno, as obras de urbanização e a arquitetura. Este investimento permite construir cerca de 30 m2. Isto obriga os beneficiários a serem eles mesmos que "dinamicamente" transformem ao longo do tempo a mera solução habitacional, em uma casa.

No modelo tradicional de habitação, 1 casa = 1 lote, caberiam no terreno disponível (5.025m ²) apenas 30 famílias. Como o programa era destinado à construção de aproximadamente 100 residências, foram necessárias as seguintes soluções arquitetônicas para resolver essa “equação”.

1- tipologia que permitiu alcançar uma alta densidade suficiente para pagar a terra que era muito bem localizado na cidade, imersos na rede de oportunidades oferecidas pela cidade (trabalho, saúde, educação, transporte);

2- em vez de fazer uma casa pequena (em 30 m² tudo é pequeno), foi projetada uma residência de classe média, a qual se pode oferecer neste momento (tendo em conta os recursos disponíveis), apenas uma parte. Nesse sentido, as partes difíceis da casa (banheiro, cozinha, escadas e paredes divisórias) são projetados para o estado final (após o alargamento), ou seja, para uma habitação de mais de 70m ².

3- dado que 50% dos m² dos conjuntos serão auto-construído, este edifício devia ser suficientemente vazado para permitir que o crescimento ocorreresse dentro de sua estrutura. Por um lado para demarcar (mais que controlar) a construção espontânea para evitar a deterioração do ambiente urbano no tempo e por outra parte facilitar o processo de ampliação de cada família.

4- introduzir entre o espaço público (das ruas e paisagens) e o privado (de cada casa), o espaço coletivo: uma propriedade comum, mas com acesso restrito, o que permite dar lugar as redes sociais como um mecanismo fundamental para o sucesso de entornos frágeis.


Fonte: http://www.elementalchile.cl/